Na expectativa de ver chegar o dia em que as pessoas entenderão que 'amar o próximo como a si mesmo' vai muito além de um simples bom dia, boa tarde, boa noite... E não me excluo, ao contrário. Contudo, eu me policio. E creio que isso já seja um ótimo começo... Segundo uma importante pesquisa, a palavra mais falada em todo o mundo é a palavra "EU". Por que será? Estou descobrindo, aos poucos e muito satisfatoriamente, que se interessar pelo outro, que ouvir com a mente aberta o que o outro tem a dizer, pode ser muito interessante. Em alguns casos, até, enobrecedor! Experimente ficar um dia apenas evitando se colocar no centro de todos os intereses... Evite o "EU" por um dia apenas, e garanto: A vida e as pessoas com quem convive, vão te mostrar que você ainda tem muito o que saber a respeito da própria vida e, especialmente, sobre as pessoas que você ACHA serem tão importantes quanto você... Quando me abdico momentaneamente de mim mesmo e de meu mundo egocentrista, tenho uma oportunidade rara e gratificante de compreender que sem o outro eu não seria ninguém relevante. Relevância esta, que não passa de um mero ímpeto de me sobressair sobre tudo e sobre todos... De me destacar e com isso alcansar os holofotes e o sonhado e extimado reconhecimento. Quando experimento viver um pouco mais dedicado ao bem estar do outro, com verdadeira atenção e interesse, me torno mais interessante e ironicamente mais reconhecido. Pode ser apenas uma teoria maluca e suicida aos olhos de uma confusa maioria, mas estou certo e convencido da minha verdade. Em um mundo tão individualizado e ao mesmo tempo carente de atenção e afeto entre os povos, se a intenção é conquistar um reconhecimento que seja, não será mais fácil ser uma excessão e se mostrar um ser humano mais evoluído se mostrando assim, diferente da maioria? Talvez sim. Mas, muito melhor será, se tudo isso for feito sem nenhuma expetativa de retorno (reconhecimento). Se for feito de coração apenas. Se for feito apenas para trazer um conforto e um sorriso mais largo a quem está próximo de nós. Ou seja, o outro. Penso que se há reconhecimento divino ou humano de gestos como este a que sugiro, ele não será anunciado ou prometido. Ele simplemente virá. Mais cedo ou mais tarde. Alguém que se importe tanto com o bem estar do próximo, nunca passará despercebido. Ao contrário de uma grande maioria egoísta e equivacada que de tanto conjugar na primeira pessoa do singular, vai morrer sem entender porque nunca foi reconhecido. Por Deus ou pelos homens. Pobre de quem se encontra com a morte sem ter compreendido a verdadeira virtude que só se pode exercer em VIDA. AMAR! E definitivamente... NINGUÉM AMA SOZINHO!
O que me faz ser eu mesmo não são minhas pausas, minhas reflexões...
O que me faz sorrir não são as piadas amigas, a comédia...
O que me deixa aborrecido não são as más pessoas, as coisas ruins...
Triste ou feliz, o que me faz ser eu mesmo, é o que ainda está por vir.
Dizem que não é bom viver do passado.
Dizem que é preciso viver o presente, o agora.
Mas quem disse que eu não sei o que me reserva a vida, o futuro?
Quem disse que esperar o melhor me torna tolo, ingênuo?
Quem disse que deixar um pouco de vida pra depois é errado?
Por quê?
Há algo mágico no meu daqui a pouco... Eu sinto!
O que me faz ser eu mesmo é a minha certeza, o meu otimismo.
O que me faz feliz é justamente a espera desses dias melhores.
E espero... Sorrindo, chorando... Eu simplesmente, espero...
Espero como se o amanhã fosse hoje, como se chegasse agora, já.
Espero como se não houvesse o hoje, como se só houvesse o amanhã.
É bom, acredita!
Eu gosto de saber que eu mereço, que eu posso, que vou ter, que vai vir...
Eu sou assim... Quieto e aguardando o meu melhor que está por vir.
É meu. Tá guardado. É sagrado... Vai surgir em breve. É só esperar...
Há algo lúdico nesse meu olhar... Eu sei!
Eu sei... Eu acredito... Vai aparecer... Vai chegar...
Eu só preciso esperar... Eu só preciso disso.
E eu espero sem dor, sem medo.
Eu espero sem culpa, sem dó.
Não se preocupe comigo... Não me condene... Não me critique...
Acredita. Só. Ponto.
Ou me esqueça só. Pronto. Me deixa acreditar.
E esperar...
"Já voltei outra vez. Mas não fiquei. Fui ali, respirar ar puro, pensar na vida, colorir as oportunidades antes que ficassem muito opacas. Fui pintar. Bordei. Vivi o real. O mundo igual de todos os dias. Precisei.
CARDÁPIO
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