Não costumo mais riscar os rabiscos e ignorá-los. Hoje, prefiro acreditar que dos riscos que fazem os rabiscos das nossas linhas podem surgir as respostas tão estimadas...
A resposta que eu aguardava, chegou.
E agora?
Estive tão - e por tanto tempo - acostumado em buscá-la, que, agora, depois de TANTO tempo, nem lembro mais qual era a dúvida.
Talvez, o tempo - como sempe, aliás - tratou de me curar da ânsia de ter pressa. Iluminou o que esteve escuro e me provou que nem tudo da luz se faz.
Talvez, o momento não tenha chegado de fato. Talvez o momento sempre tenha estado. E talvez eu, tolo, já até soubesse...
Tive pressa e a calma me fez.
Tive medo e dele nem um suco.
Tive momentos MUITOS. E os vivi. Assim, assim, mas, inegavelmente, eu os vivi...
Vivência. A experiência que sempre tivemos. O momento de vida mais esperado e que só é revelado quando paramos de procurá-lo para, enfim, reconhecê-lo.
São - como disse - riscos. Mas dos meus rabiscos, talvez sejam os riscos que mais fazem sentido hoje...
